Retórica, a arte da oratória.


O nascimento da retórica e o processo de comunicação entre homens, decorre da necessidade humana de persuadir.

De invenção grega, que inventaram a técnica, para defender suas teses, seus estudos datam no século V a.C. na Sicília grega, por questões judiciárias, ou seja, os relatos históricos já apontavam a necessidade de prática argumentativa advindo da defesa dos direitos patrimoniais, e os litígios, por restituição de terras subtraídas por tiranos.

Assim, Corax, e o seu discípulo, Tísias, publicaram "arte da oratória"( Tekhné rhetoriké), que nada mais era do que um manual prático para orientar as pessoas que precisavam se defender na justiça, uma vez que, à época não haviam advogados.

Contudo, o siciliano Górgias ( 487 a.C a 380 a.C), divulgou seus rudimentares estilos de retórica. Ele percebeu que o bom manuseio das palavras encantava e seduzia as pessoas, e que, suas técnicas argumentativas, eram armas poderosas. Com sua prosa eloquente, através de rimas, metáforas, era uma poesia.

Com grande resistência por parte de Platão e Aristóteles ( 384 a.C) , que não aceitavam seu estilo, passou a estudar os métodos retóricos já existentes, ressaltou o poder persuasivo da retórica até então.

Para ele, Aristoteles, essa arte era inferior a filosofia, bem como, as ciências exatas.

Após Aristoteles, vem Cícero ( 106 a.C) que se destaca pelo grande desenvolvimento da retórica latina.

Já na idade média, a retórica ocupava lugar de destaque na educação, e chegou a idade moderna ainda com certo prestígio.

Nos dias atuais, a retórica, além de normatizar procedimentos verbais, o processo persuasivo, oferecem também ferramentas para interpretação de texto, influenciando a linguagem publicitária, e poética, entre outras.

SUA FUNÇÃO METALINGUÍSTICA

"A expressão gesto, na oratória, deve ser tomada no sentido lato, amplo, e não apenas no referente aos movimentos dos braços ou das mãos. A simples mudança de semblante, o movimento com os olhos, com as espáduas, com o peito, com a cabeça e, ainda, um breve silêncio do orador são ações ou gestos e, claramente, os mais vivos e cheios de energia".

Para convencer os ouvintes, é preciso que o orador se comova antes de tudo, disse Quinto Horácio Flaco, em latim Quintus Horatius Flaccus, (Venúsia, 8 de dezembro de 65 a.C. — Roma, 27 de novembro de 8 a.C.) foi um poeta lírico e satírico romano, além de filósofo. É conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma Antiga. ele precisa recorrer a inteligência do auditório, ter uma linha de raciocínio coesa e gradativa.


Concluindo, vamos refletir.

Nos reunimos para discutir, debater, apresentar ideias, enfim, tomar decisões, se você deseja ter sucesso nessas interações, é preciso saber falar, tanto quanto saber ouvir, portanto, toda locução deve ser pensada e planejada.

Então, sugerimos o seguinte roteiro:

  • Qual o assunto, o tema?

  • Qual a pergunta temática?

  • Qual o problema a ser discutido?

  • O porquê da urgência em discuti-lo

  • Seja conciso, simples e objetivo

  • Interaja e seja assertivo

  • Humilde, e natural

  • Evite inconvenientes


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